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Hiago Bonjorno.
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Conteúdo27 de setembro de 20263 min de leitura

O que muda para pequenas empresas agora que o Google responde com IA?

Quando o Google mostra um resumo feito por IA, as pessoas clicam menos nos sites. Veja o que os dados mostram e o que fazer para continuar sendo encontrado.

Desde 2024, quem pesquisa no Google no Brasil começou a ver um resumo feito por IA no topo da página. Em setembro de 2025, o Google lançou o Modo IA em português, uma aba em que a busca vira uma conversa. Para quem depende de ser encontrado, a pergunta é direta: isso muda alguma coisa?

O que acontece com os cliques quando aparece um resumo de IA?

O Pew Research Center acompanhou, com autorização, a navegação de 900 adultos dos Estados Unidos durante março de 2025, em 68.879 buscas no Google. Os resultados:

Situação Com resumo de IA Sem resumo de IA
Clicou em um resultado da busca 8% das visitas 15% das visitas
Encerrou a navegação na página 26% 16%

Os links citados dentro do próprio resumo receberam clique em apenas 1% das visitas.

Outro dado ajuda a entender quando isso acontece. O resumo apareceu em 18% de todas as buscas, mas em 60% das buscas que começavam com palavras de pergunta, como “como”, “o que” ou “por que”. Quanto mais a busca parece uma pergunta, maior a chance de a resposta vir pronta.

O estudo é dos Estados Unidos, mas o recurso é o mesmo que o Google usa no Brasil.

Isso quer dizer que site deixou de importar?

Não. Quer dizer que o papel do site mudou.

A IA do Google não inventa a resposta do nada: ela monta o resumo a partir de páginas da web. No lançamento do Modo IA, o Google descreveu uma técnica chamada query fan-out, em que a pergunta é dividida em subtemas e várias buscas são feitas ao mesmo tempo. Cada uma dessas buscas procura páginas que respondam uma parte da pergunta.

Na página Recursos de IA e seu site, o Google afirma que não há requisitos extras para aparecer nesses resumos. A página precisa estar indexada, apta a aparecer na busca comum e ter o conteúdo importante em forma de texto.

O que fazer, na prática?

  1. Liste as perguntas que seus clientes fazem antes de contratar. Preço, prazo, como funciona, o que está incluso, se você atende na região. Essas são as buscas que viram pergunta.
  2. Responda cada pergunta em texto, logo no começo da página. Primeiro a resposta, depois os detalhes.
  3. Use números com fonte. Uma resposta com dado verificável é mais útil para o leitor e mais fácil de citar.
  4. Mantenha o Perfil da Empresa no Google atualizado. O próprio Google cita isso como boa prática.
  5. Confira se o Google consegue ler o site. Página que não está indexada não aparece em lugar nenhum, com ou sem IA.

O que esperar?

Menos visitas de quem só queria uma resposta rápida, e visitas mais qualificadas de quem quer resolver o problema. Para um pequeno negócio de serviço, o segundo grupo é o que importa. O trabalho continua sendo o mesmo de sempre, só ficou mais exigente: explicar bem o que você faz, para quem e como.

Perguntas frequentes

Existe um truque para aparecer nas respostas de IA do Google?

Não. O próprio Google afirma que não há requisitos adicionais nem otimizações especiais para as Visões Gerais criadas por IA e o Modo IA. A página precisa estar indexada e apta a aparecer na busca comum.

O que é GEO?

É o nome que vem sendo usado para o trabalho de fazer um conteúdo ser encontrado e citado por ferramentas de IA, como o Google, o ChatGPT e o Gemini. Na prática, junta as bases de SEO com textos que respondem perguntas de forma direta.

Ainda vale investir em site se as pessoas clicam menos?

Vale, mas com outro objetivo. Menos cliques de curiosidade chegam ao site; os que chegam tendem a ser de quem já quer resolver o problema. E a página continua sendo a fonte que a IA usa para responder.